O Projeto de Inclusão em Espaços Culturais. Socializar e potencializar a relação com o outro.

O projeto tem por objetivo a inclusão do deficiente com as artes, através de uma ação educativa de acesso à cultura por meio de um intercâmbio de parcerias com museus e outros espaços culturais, buscando a convivência, inclusão e a cidadania, articulando vivencias acessíveis às exposições, museus, teatros, cinemas e outros espaços culturais, criando condições e incentivando a apropriação à cultura.

Diante das diversas políticas de inclusão social, acreditamos que o acesso à cultura é fundamental para a construção de uma sociedade inclusiva. Para tanto, é importante que todos possam estar incluídos nos movimentos artístico-culturais, em que a capacidade criativa, inventiva, a sensibilidade e a imaginação são estimuladas enquanto formas de expressão. Acreditamos, dentre outras premissas, que a Cultura é o campo do saber e do fazer estético e ético, que proporciona a construção de valores sociais. É múltipla, complexa e está em contínuo processo de produção, transformação e criação. No entanto, as pessoas com deficiência ainda estão excluídas, muitas vezes, de tais processos.

A falta de inclusão social afeta milhares de deficientes, seja pelo preconceito, ou pela falta de estruturas que possibilitem a convivência e as experiências em espaços públicos culturais. Este projeto cria um espaço para manipular e transformar matérias e ideias na criação artística e é desenvolvida através de parcerias com instituições culturais como o Museu de Arte Moderna-MAM, Museu de Arte Contemporânea-MAC, Museu Afro Brasil-MAB, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, Centro Cultural do Banco Itaú, Centro Cultural do Banco do Brasil, entre outras instituições.

O processo de criação é um mergulho no aberto, ali onde todas as possibilidades existem e todas as respostas são possíveis. Não há nada correto de antemão, porque estamos lidando com o desconhecido, com o que ainda está para nascer e não se sabe o que é. Caminhar por esse território é dar a si mesmo a chance do novo, é o que torna possível nos descobrirmos capazes de algo nunca antes imaginado, de inventar formas de ser capaz de realizar.

São realizadas visita às exposições além de práticas artísticas em ateliê, pois uma pessoa pinta, desenha ou cria uma escultura, organiza espaços, define formas, compõe planos, escreve sua história, enfim, produz artisticamente, estrutura e articula o sentir e o pensar, por meio da construção visual. Nesse processo, estão presentes o conhecimento e a leitura dos elementos visuais, a organização e a ordenação do pensamento, a significação, a construção da imagem, tornando diversas as possibilidades de construção e expressão dessas manifestações visuais buscando aprimorar as demais sensibilidades, ativando outras percepções e relacionando- as com as obras expostas. 

Aqueles que possuem algum tipo de necessidade seja, deficiência física, ou intelectual, ou sensorial têm o mesmo direito de apreciar produtos artísticos. Cabe aos equipamentos culturais, então, se munirem-se de ferramentas para viabilizar o acesso à arte para todos e não só construir rampas e salas mais amplas para cadeirantes, mas também investir em tradutores de libras para deficientes auditivos e, para os deficientes visuais, o sistema braille e a audiodescrição. Um exemplo deste esforço é a experimentação artística na visitação da Exposição “Natureza Fransciscana” no MAM tendo como foco nos elementos terra, ar e sol, onde fez- se possível confeccionar tintas naturais com argila, terra, entre outros pigmentos, explorando o campo da pintura e aproveitar os espaços abertos do parque para a coleta de elementos da natureza para criação de imagens a partir da técnica de impressão e reprodução, com os elementos recolhidos. Entre tantos papéis sociais, a arte também tem a função de incluir.

O projeto tem por objetivo a inclusão do deficiente com as artes, através de uma ação educativa de acesso à cultura por meio de um intercâmbio com museus e outros espaços culturais. Este projeto teve inicio em 2001 no Museu de Arte Moderna-MAM marcada pelo pioneirismo em educar por meio da Arte e reverberou para outros Museus indo ao encontro de nossas necessidades e anseios em oferecer uma programação continuada para públicos que se encontram distantes do circuito cultural.

PROGRAMA VIVA ARTE

Museu de Arte Contemporânea – MAC USP
MAC-USP IBIRAPUERA-Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera, São Paulo

O Viva Arte! é um programa de inclusão socioeducativa e cultural da Divisão Técnico-científica de Educação e Arte do MAC USP. O objetivo principal do programa é aproximar da linguagem das artes visuais e do Museu, populações adultas socialmente excluídas desse universo.

O programa busca ampliar o repertório estético-cultural a partir da leitura de obras em exposição no MAC USP e de aulas expositivas e práticas, assim como contribuir para o desenvolvimento das atividades que esse público realiza em instituições sociais ou de saúde das quais é integrante.

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PROGRAMA DE ACESSIBILIDADE SINGULAR PLURAL 

Museu Afro Brasil – MAB
MAB - Parque Ibirapuera - Av. Pedro Álvares Cabral, São Paulo - SP

Programa de Acessibilidade Singular Plural tem o objetivo de tornar acessível à coleção e as exposições temporárias do Museu Afro Brasil, possibilitando uma boa visita das pessoas com deficiências físicas, intelectuais ou sensoriais, além de apresentar recursos de estímulos multissensoriais concebidos a partir das obras nos núcleos do acervo e demais programações. São diversas as obras originais e reproduções liberadas ao toque.

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A interatividade e a compreensão do público são propostas a partir da manipulação de esculturas, máscaras e estatuetas africanas, instrumentos musicais, maquetes tridimensionais com legendas em dupla leitura (tinta e Braille), reproduções em relevo de obras de arte e jogos educativos.

 

PROGRAMA EDUCATIVO PARA PÚBLICOS ESPECIAIS (PEPE)

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 2 - Luz, São Paulo - SP

Este programa busca promover o acesso de grupos de pessoas com deficiências sensoriais, físicas, intelectuais e transtornos mentais à Pinacoteca, por meio de uma série de abordagens e recursos multissensoriais. As visitas educativas são realizadas por educadores especializados, inclusive em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), por uma educadora surda.

O PEPE também realiza cursos de formação para profissionais interessados em usar a arte e o patrimônio como recursos inclusivos e desenvolve publicações para o público deficiente visual e auditivo. Para garantir a autonomia de visitação ao público com deficiência visual foi desenvolvida a Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras e um vídeo guia para o público surdo.

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PROGRAMA IGUAL DIFERENTE

Museu de Arte Moderna - MAM
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n° - Parque Ibirapuera, Portão 3, São Paulo - SP

A partir do pensamento de que "a arte é fundamental para a cidadania", o MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) investe em ações educativas para contribuir na formação de cidadãos críticos. Através de programas educativos e de cursos, o MAM Educativo acolhe o público mais diverso os convidando a refletir, fazer diferentes análises das obras em cartaz e redefinir e/ou absorver novos conceitos através do contato com a arte.

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Com essas ações, o Educativo tem como objetivo:

  • Estimular a reflexão crítica através da arte
  • Contribuir na formação de cidadãos críticos, que valorizem a arte e a cultura
  • Acolher os diversos públicos e os convidar para dialogar com as exposições, estimulando a criatividade e a reflexão

Consiste de visitações dirigidas e cursos gratuitos de diversas modalidades artísticas que convidam o público a fazer e pensar a arte em um ambiente criativo e acessível a todos, independente de suas condições física, social ou psíquica. A criação do Programa Igual Diferente em 1998 foi um marco. Com seu amplo leque de ações de acessibilidade trouxe para o museu um publico com deficiência mental, física, sensorial ou cognitiva. O contato com este público fez o museu descobrir a riqueza da diversidade e com ela a determinação de acolhê-la cada vez mais.

 

PROGRAMA PROJETO MANHÃS DE HISTÓRIA

 

Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - Pinheiros, São Paulo - SP


Manhãs de História é um projeto do Instituto Tomie Ohtake, que tem como objetivo proporcionar experiências com a arte e a cultura para pessoas com e sem deficiência por meio de contos de histórias, cursos, formação de funcionários, derivas poéticas pela cidade, audioguias, atividades para bebês e ciclo de debates entre profissionais da cultura sobre acessibilidade.

As ações são gratuitas e abertas para todo público interessado com ênfase nos atendimentos às pessoas com deficiências físicas, intelectuais ou sensoriais e também para públicos em condição de vulnerabilidade social, com pouco ou nenhum acesso a equipamentos de cultura.

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O projeto conta com recursos de áudio descrição e outras formas de estímulo à participação do público sobre o universo artístico.

 

 

Museu Lasar Segall IBRAM-MINC - PROGRAMA DE VISITAÇÕES
Rua Berta 111 - Vila Mariana, São Paulo - SP

As propostas envolvem conversas nas exposições em cartaz, em espaços do Museu e em práticas de ateliê. São ações que se preocupam com a análise crítica, histórica e formal dos trabalhos artísticos, a produção individual em ateliê e a promoção de debates em grupo. O corredor tátil de esculturas materializa as muitas pesquisas realizadas pelo setor de Ação Educativa sobre linguagem e acessibilidade.

Nele, o visitante encontrará nove esculturas e um relevo. As obras encontram-se ali expostas para que visitantes com ou sem deficiência visual possam apreciá-las por meio do tato, recebendo informações com textos, legendas em braile e para baixa visão e uma maquete do espaço, assim como um áudio-guia e material impresso de apoio.

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Tel: (11) 5083 3098

WhatsApp: (11) 99262 8199

transformar@transformar.org

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